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A questão do estilo em artes

“Não há forma objetiva de se verem as coisas, formas e cores são sempre captadas de maneiras diferentes” Wolfflin

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Vênus de Botticelli (à esquerda) e Vênus de Credi (á direita).

O estilo não é uma mania de cada artista, nem é a imitação de uma aparência. Assim como cada um tem uma grafia, na reprodução de imagens cada um terá um traçado diferente. E quando se fala de arte em seu mais alto nível, é incluída na questão do estilo uma certa intencionalidade. Quando o artista pinta um quadro ou desenha ele está fazendo milhares de escolhas. Todas essas escolhas alteram o aspecto do trabalho finalizado. Quando se vê um quadro, o que se está vendo é o resultado de milhares de escolhas que o artista fez durante o processo de criação. Tentar “ler” essas escolhas é um verdadeiro trabalho de observação e paciência. Tem que se ter em mente que para reproduzir ma imagem, existem praticamente infinitas maneiras de se fazer, e a escolha de como fazer não é aleatória. O artista usa aspectos de sua personalidade, aspectos de seu meio e questões de gosto. Mesmo artista diferentes desenhando um mesmo objeto, sendo totalmente fiel ao o que vêem, os desenhos serão tão diferentes quanto as personalidades de cada desenhista.

Detalhe

Não existe uma forma objetiva de se verem as coisas, as formas e as cores. Cada percepção verá de uma maneira diferente. No livro “conceitos fundamentais da história da arte” Wolfflin comprar duas pinturas da mesma época e com o mesmo tema. Nessa comparação fica evidente a questão do estilo.

O desenho de Botticelli é mais agitado, tem uma certa impetuosidade. O desenho de Credi está mais voltado para a figura em repouso. É mais calma seus volumes mais trabalhados e a figura está isolada (com fundo neutro). Observando os detalhes dos dedos, da pra notar que em boticelli a mão se abre em leque mostrando uma certa tensão maior enquanto no desenho de Credi é mais estático. Trata-se de uma diferença de temperamento entre esses dois artistas que se pode observar tanto no todo quanto no detalhe de cada obra. Para cada um há uma determinada noção de beleza de forma e movimento.

Referência:

“Conceitos fundamentais da História da arte”  Heinrich Wolfflin

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