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Curso de desenho realista em estúdios de tatuagem

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Curso de desenho focado em realismo não acadêmico em estúdios de tatuagem para grupos de no mínimo 4 pessoas. Se você tem um estúdio com um pessoal que quer estudar desenho vou até o local para aula de 3h semanais. O curso não é focado em desenho de tatuagem, mas sim em desenho de arte cujo os conceitos podem ser usados em seu trabalho autoral. O curso é destinado para estúdios de Guarulhos e para a região próximo a paulista em São Paulo. Entrar em contato para outras localidades. Também tenho a possibilidade de fazer workshops em outras cidades.

O curso prevê uma base de desenho em grafite e posteriormente outros materiais como carvão e sanguínea.

Para aqueles que não tem um grupo de 4 pessoas e desejam fazer o curso podem ir no Ateliê Contraponto que fica na Av. Angélica, 2341 em Higienópolis – São Paulo. www.ateliecontraponto.com.br

O curso irá abordar:

– localização do desenho em método não-linear

-estudo dos valores (luz)

-conceitos do desenho: borda, massa, superfície, movimento e solidez

-estudo dos mestres da pintura

 

Para informações entre em contato:

Whats app: (11) 98221 4786

luizvilarinho@gmail.com

 

Abaixo algumas imagens dos grupos que já estão em andamento e alguns estudos:

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Retaguarda

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Meu avô no hospital. Aì ele ja está a 10 dias esperando por uma cirurgia. 

No último domingo fui ficar com meu avô no hospital. Ele está doente e meus pais tem revezado para passar o dia e a noite com ele. Ele está em uma ala do hospital chamada “retaguarda”, onde ficam os pacientes que estão esperando uma cirurgia.  Fui passar a noite com ele para aliviar a barra para meus pais.

Tirando o trabalho de ajuda-lo a levantar, calçar os chinelos , andar etc, não tinha muito o que fazer lá. Já que estava com meu caderno de desenhos resolvi rabiscar um pouco de observação. Acabei desenhando meu avo e mais alguns “amigos” que estavam também a espera de uma cirurgia. O resultado é uma das páginas mais sinistras do meu sketchbook.

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Arte, estudo e reconhecimento

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Quando damos aula nos deparamos com muitas questões que os alunos acabam nos propondo quase sem querer. Algumas questões que dentro da gente já foram superadas, mas que ainda pairam como uma sombra em nossas almas. Meu mestre costumava dizer que as vezes devemos voltar ao começo para enxergar um novo fim. Achei melhor escrever um pouco  sobre essa questão como uma forma de revisitar o problema e deixar registrado para as pessoas que possam se interessar.

Em sala, passo uma série de exercícios de desenho, que exigem esforço e atenção para serem resolvidos  e um dos praticantes indagou “nós estudamos tanto e quase não temos reconhecimento”. Olhei a sala quase vazia, com muitos faltantes  e não pude deixar de pensar “realmente existe uma âncora que impede algumas pessoas de se esforçarem nos estudos”. Acredito que uma dessas âncoras é o reconhecimento do seu esforço por parte do outro. Porque me esforçar para realizar algo que não me trará qualquer reconhecimento?

O estudo é trabalhoso, toma tempo e dinheiro e para o iniciante pode ser meio chato. Longas horas resolvendo problemas que na aparência não tem importância. Mas as vezes é assim mesmo. Para ler um bom livro antes é necessário ser alfabetizado. Essa é uma ordem que não pode ser invertida. Acho que o início da prática de uma arte começa com essa alfabetização. E isso pode parecer meio chato.  Precisamos abrir mão do reconhecimento dos outros, devemos assumir uma prática sem maiores interesses, para poder usufruir do conhecimento que a prática artística nos oferece.

Não podemos nos deixar desgostar pela aridez que as vezes se apresenta no estudo da arte. Essa dificuldade é aparente e superficial. A cada investida, cada energia gasta na direção correta nos deixa mais perto de conhecer as leis gerais do belo.  Cito Léon Denis que ilustrou com perfeição essa ideia

“Pode-se comparar esse exercício mental à subida de uma montanha de aspecto áspero e escarpado, mas da qual cada depressão do terreno contém maravilhas ocultas e que, do seu cume altivo, nos faz descobrir o conjunto harmônico das coisas que se desenvolvem sob os nossos olhares“.

(Grifo meu)

Para os corajosos, aqueles que permanecem fieis à prática e ao estudo sistemática da arte, garanto que as alegrias e os prazeres intelectuais são superiores aos problemas encontrados no meio do caminho.  Quantas pessoas não desistiram de aprender a tocar piano por reconhecer  que seu sonho de ser aplaudido por uma plateia numerosa está  muito distante?  O reconhecimento pode vir ou não, mas não devemos nos limitar por isso sendo os benefícios reais muito maiores.

Para fechar quero transcrever um parágrafo do Léon Denis do livro “O espiritismo na arte”

“O espetáculo da vida universal nos mostra, por toda parte, o esforço da inteligência para conquistar e realizar o belo. Do fundo do abismo da vida, o ser aspira e sobe em direção ao infinito das concepções estéticas, à ciência divina, aos cumes eternos onde reina a beleza perfeita. O esplendor do universo revela a inteligência divina, assim como a beleza das obras de arte terrestres revela a inteligência humana”.

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Parede de estudos

Parede de estudos aumentando

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