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Pós-modernidade

“Já não podemos nos dar ao luxo de extrair aquilo que foi bom no passado e simplesmente chamá-lo de nossa herança, deixar de lado o mau e simplesmente considerá-lo um peso morto que o tempo, por si mesmo, relegará ao esquecimento”

Hannah Arendt

Bomba Nuclear

Bomba Nuclear

É muito discutida essa questão do que é pós-moderno. Não há uma unificação quanto a definição desse termo.  Não faz muito sentido falar em pós-moderno se ainda não superamos os problemas que a modernidade nos apresentou. Alguns como Artur Danto, considera que a história da arte acabou no modernismo.  De fato, o mundo sofreu uma grande mudança de pensamento durante o século XX devido ao aparecimento de alguns fatos causados pelo desenrolar da história, como a revelação dos campos de concentração da II Guerra mundial. Por esse fato foi tomada consciência de que é possível exterminar uma espécie inteira de seres humanos, coisa que antes só era possível de se pensar com animais. Esse fato implica no reconhecimento de nossa brutalidade. Logo depois veio a criação da bomba atômica, aumentando ainda mais a crença de que podemos destruir o mundo e a nós mesmos.

O homem virou o grande vilão nesse século XX tornando a natureza, os animais e o ambiente nos seres puros que devem ser preservados. É reviver o mito do “bom selvagem”.  A ciência, que antes era vista como puro desenvolvimento humanista, passou a ser temida. Os cientistas passaram a servir às empresas e ao estado, e para ambos, é indiferente a questão humanitária e moralista. E com os povos virando massa cientificamente manipuladas começaram a surgir na ficção histórias onde a aberração criada pelo cientista acaba por o destruir.

o medico e o monstro

Filme O médico e o monstro

Essas histórias, que começaram a aparecer no século XIX, invadem o século XX com invasões alienígenas, seres ocultos capaz de nos manipular, portais para mundos paralelos e monstros diversos que devoram carne e ameaçam toda a humanidade. No mundo real o inventor da bomba de nêutron, considerou sua invenção um artefato cristão, por só matar gente e ainda, o piloto que lançou a bomba de Hiroshima (6 de agosto de 1945) e Nagasaki (10 de agosto de 1945) cuja ambas mataram 232 mil pessoas (fora os mortos por radiação posteriormente),  declarou “Isso nunca me impediu de dormir, não tenho do que me envergonhar”.  Voltando para a ficção, na peça “os físicos” de Friedrich Durrenmatt seus personagens são cientistas que decidem se internar em um hospício voluntariamente para poupar a humanidade de seus inventos.

Nazismo

As experiências aplicadas nos campos de concentração pelos médicos nazistas, aumentou ainda mais o mito do médico carrasco

O século XX é repleto de histórias de mortes em massa e destruição em massa. Tudo tem grandes proporções. Durante a guerra fria as pessoas sentiam que o mundo estava prestes a acabar de uma hora pra outra. O comunismo ameaçava um estilo de vida. Nesse período, na ficção, seres alienígenas vindos de Marte (o planeta vermelho) invadem a terra. O medo vira algo comum. Medo da crise econômica (1929). Medo do líder diabólico (II guerra). Medo do fim, da livre concorrência (guerra fria). Acredito que esses medos invadiram o século XXI (bug do milênio). Em 2011 nós temos medo de que?

 

Referência: 

Artigo “Quadro Histórico do Pós-modernismo, Luiz Nazario

Livro: “Pós-modernismo” J. Guinsburg

 

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