Filosofias Helenísticas no Renascimento


No século XVI algumas filosofias do período Helenístico foram revividas. O epicurismo, estoicismo e até o ceticismo acabaram por suplantar o platonismo/aristotelismo vigente. O primeiro a reviver a filosofia Helenística foi Pico della Mirandola (1469-1533). Pico acreditava que para alcançar a verdade era preciso da fé. Era uma crítica a simples razão. Em sua obra “Incerteza a fatuidade das ciências e das artes” escrita em 1526 (publicada em 1530) ele sustenta que somente a fé pode salvar o homem, as ciências e as artes nada podem ajudar. É uma filosofia contrária a humanista.

Em filosofia, o nome dado ao período de florescência do pensamento Helenístico é o “Período Etico”. Nele, os pensadores voltam seu interesse para os problemas morais. Esse subto interesse tem raízes na decadência espiritual do homem da época, um sentimento de profunda tristeza e sensibilidade diante do mal. Essa sensibilidade torna a vida do homem dolorosa e a filosofia busca amenisar esse sofrimento. São idéias que tratam da renúncia do mundo físico e à própria vida. A atenção é voltada para o transcedente e ao eterno. As principais escolas do período são o Estoicismo, epicurismo e o Ceticismo.

O fundador da escola estoica foi Zenão (334-262 a.C). Essa filosofia visa solucionar o problema da vida e busca assegurar ao homem a felicidade. Para os estóicos, a felicidade estava no cultivo das virtudes do homem, na libertação de toda perturbação, na tranquilidade da alma e independência interior. A virtude é o único bem absoluto, assim o única mal absoluto é o vício. Aquilo que não é paixão nem vício não são nem bons nem ruins, mas apenas indiferente. A paixão na filosofia estóica é sempre substancialmente má, pois representa uma atitude irracional e vício da alma. Por isso, o sábio estoico deve aniquilar a paixão até a apatia. A indiferença passa a ser uma virtude assim como a renúncia de todos os bens do mundo, da vida e  da morte.

A indiferença com relação a morte é tão grande entre os estóicos que eles concideram o suicídio apenas como um afastamento do mundo. Suas idéias também buscam um sentido cosmopolita. Para eles o mundo é a pátria comum de todos os homens. Esse cosmopolitismo começa a formar as bases de uma sociedade universal e a formulação de um direito natural do homem.

Epícuro, fundador da escola que leva o seu nome, nasceu em341 a.C. Suas idéias foram muito propagadas no mundo romano. Ele pregava a beleza e o bom gosto e acreditava em um universo infinito, repleto de intermundos e em um desses intermundos era a morada do homem. Não acreditava na imortalidade da alma. Por isso achava que o homem devia se adaptar para viver como melhror puder. Achava que o fim supremo da vida era o prazer sensível, assim sendo, o único mal é a dor. Epícuro mira o prazer estético e intelectual como os mais altos prazeres. A morte não o preocupava pois acreditava que todo mal e todo bem vem da sensação e a morte é a ausência de sensação “nunca nos encontraremos com a morte, porque quando nó somos, ela não é, quando ela é nós não somos mais” (história da filosofia p. 153). Dado esse conceito da vida visto como liberdade, paz e contemplação epicuro era contrário a idéia de matrimónio pátria e família, conforme o pensamento grego.

O cetisicmo se apresenta como uma filosofia da renúncia, da indiferença e do sossego com fins práticos. Através da mais absoluta indiferença, prática e teórica, procura-se alcançar a paz. Essa profunda indiferença acaba por negar todos os valores. O cetisicmo critica o conhecimento sensível, bem como o intelectual.

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