Crítica à comunicação de massa

É extensa a literatura sobre esse tema. Muitos estudiosos veem com maus olhos a indústria cultural. Talvez as rápidas mudanças que ocorreram na sociedade devido a esse fenômeno, tenha facilitado uma leitura apocalíptica. De fato, seguir o gosto médio evita soluções originais. Difundir uma cultura homogênea pelo globo, pode destruir a cultura dos países envolvidos. O mass media evita soluções inovadoras por estar sujeita a regra de mercado. Isso a transforma em um órgão conservador e, portanto, não promove a renovação da sensibilidade. A publicidade ensina ao público o que eles devem desejar. A indústria cultural transfere seus pensamentos através de fórmulas não exigindo esforço do consumidor e assim promove a preguiça e a passividade. Isso desencoraja o esforço pessoal pela posse de novas experiências forçando a uma posição não-crítica do mundo. O mass media supervaloriza o presente inibindo a consciência histórica. A cultura para o mass media serve apenas ao entretenimento e o lazer atingindo apenas níveis superficiais da atenção do público.

O mass media utiliza símbolos de fácil universalidade criando “tipos” facilmente reconhecíveis reduzindo a experiência através de imagens concretas. Ele trabalha com a simples reafirmação sobre o que já é pensado. E por fim, ele se apresenta como instrumento educativo típico de uma sociedade que promove o conformismo dos costumes, valores culturais, princípios sociais, religiosos e políticos.

Os que saem em defesa da industrialização da cultura geralmente utilizam os seguintes argumentos: A adequação a média é um fato normal em uma democracia. A grande quantidade de informação sobre o presente, ainda que afaste a pessoa da consciência histórica, é melhor que o período anterior onde não circulava informação alguma, até mesmo porque, existe informação histórica em circulação, mas em menor escala. Falar que indústria cultural é a única responsável pela formação do indivíduo é lançar um olhar pessimista sobre a natureza humana, ou seja, é uma visão pior do que a realidade. O entretenimento menor não é necessariamente ruim, é claro que representa uma fuga da realidade, mas ainda assim, é melhor que o uso de drogas e outras maneiras que denigrem a mente e o corpo. A homogeneização dos gostos aproxima as classes, importante em um país democrático.

São múltiplos os olhares acerca da indústria cultural. A visão pessimista de meados do século XX está dando lugar a uma visão menos traumática sobre o fenômeno. O importante é tentar identificar a dinâmica da indústria cultural e entender como ela opera. É claro que a comunicação de massa pode ser usada para convencimento da população, podendo levar uma nação inteira ao erro como foi utilizada na Segunda Guerra Mundial e, posteriormente, como arma de persuasão popular nos EUA para a guerra do Iraque. Esse tipo de manipulação só é possível em determinadas condições socioeconômicas e históricas. Na Alemanha da pós Primeira Guerra, o país com a economia devastada clamava por um líder. Nos EUA, a população endividada é pouco questionadora, e imersa em mundo de sonho de consumo. O mundo Disney pode ser tomado como um modelo estético desse mundo perfeito tão procurado pelos americanos. Mas é inegável o caráter de inclusão social que veio junto com a Indústria Cultural.

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