Curso de Aquarela em São Paulo

Abertas as inscrições pra o curso de pintura com aquarela. O curso será ministrado no Ateliê Contraponto, em São Paulo, mais precisamente no bairro de Higienópolis. Não é necessário ter experiência anterior.  O curso será ministrado pelo professor Luiz Vilarinho e terá início com apresentação dos materiais utilizados na aquarela, tipos de papéis, pinceis, pigmentos. Serão abordados vários temas, como: localização do desenho, métodos de se trabalhar em camadas, fusão de pigmentos, entre outros. Veja grade do curso:

  • materiais e fundamentos da aquarela
  • Localização do desenho
  • Estudos monocromáticos
  • Como utilizar a água
  • estudos dos mestres da pintura
  •  controle de matiz, saturação e valores
  • composição com temperatura da cor
  • acabamento

O curso tem duração de 4 meses com uma aula por semana de 3h.

Os horários são:

Quarta-feira a tarde : das 14 as 17h

Quarta-feira a noite: das 19h as 22h

Quinta-feira a tarde: das 14 as 17h

Quinta-feira a noite: das 19 as 22h

Sábado de manhã: das 9:30 as 12:30

O custo é de 280,00 por mês.

O aluno que perder uma aula poderá repor a aula nos horários acima.

O ateliê Contraponto fica na Av. Angélica, n 2341, Higienópolis, São Paulo.

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Email: contao@ateliecontraponto.com.br

Tel: (11) 9 9988 4858

Whats app: (11) 9 8221 4786

O site do ateliê é www.ateliecontraponto.com.br

 

Veja algumas fotos de cursos anteriores.

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Simbologia no Renascimento

Uma pintura tem qualidades em si mesma, mas também possui características simbólicas. Como pintor presto muita atenção nas qualidades da imagem, como:  manchas  bordas, cores etc. Muitas vezes esqueço que a imagem também pode ter uma característica simbólica muito grande. Isso acontece quando por exemplo, um se pinta uma árvore, mas essa árvore simboliza solidão, ou outro sentimento qualquer.

O renascimento foi um período onde se usava muita simbologia dentro dos quadros. Cada elemento tinha um motivo e um significado para estar na obra, que as vezes não nos damos conta à primeira vista. Conhecer sua simbologia é uma outra forma de apreciar essas imagens.

A pintura abaixo se chama “O batismo de cristo”, foi pintado por Verrocchio e Leonardo da Vinci.

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O batismo de Cristo – Andrea Del Verrocchio e Leonardo da Vinci – 1470. 

Os anjos à esquerda é atribuído a Leonardo, que era aprendiz de Verrocchio na época da execução da pintura (por volta de 1470). A pintura foi feita com Tempera (misturas de pigmentos com gema de ovo) e posteriormente algumas partes foi retocada com tinta a óleo (pigmentos dissolvidos no óleo de linhaça ou mamona). Na obra vemos cristo sendo batizado por São João batista. Ela foi pintada no estilo renascentista sendo respeitado as regras clássicas de composição, ou seja, as figuras sem demonstrar expressão facial, com seus rostos colocados em posição de modo a ter clareza do retrato (de frente, de lado ou de três quartos). Muita atenção às mãos e pés que junto com a posição do corpo, podem demonstrar as emoções das figuras.  Na parte de cima vemos a mão de deus que libera a pomba que simboliza o espirito santo. A ave de rapina é um adversário simbólico do espírito santo e levanta voo ao ver sua presença. Ao fundo, o coqueiro representa a árvore do paraíso que simboliza a salvação. Ao fundo podemos ver a fonte da água que cristo é batizado, simbolizando a pureza. Na mão de São João Batista podemos ver a inscrição ECCE AGNIVS. É uma abreviação em latim da expressão Dei ecce qui tollit peccata mundi (João, I:29 – Este é o cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo).

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Anjos que é atribuído ao pintor Leonardo da Vinci


Retaguarda

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Meu avô no hospital. Aì ele ja está a 10 dias esperando por uma cirurgia. 

No último domingo fui ficar com meu avô no hospital. Ele está doente e meus pais tem revezado para passar o dia e a noite com ele. Ele está em uma ala do hospital chamada “retaguarda”, onde ficam os pacientes que estão esperando uma cirurgia.  Fui passar a noite com ele para aliviar a barra para meus pais.

Tirando o trabalho de ajuda-lo a levantar, calçar os chinelos , andar etc, não tinha muito o que fazer lá. Já que estava com meu caderno de desenhos resolvi rabiscar um pouco de observação. Acabei desenhando meu avo e mais alguns “amigos” que estavam também a espera de uma cirurgia. O resultado é uma das páginas mais sinistras do meu sketchbook.

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Arte, estudo e reconhecimento

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Quando damos aula nos deparamos com muitas questões que os alunos acabam nos propondo quase sem querer. Algumas questões que dentro da gente já foram superadas, mas que ainda pairam como uma sombra em nossas almas. Meu mestre costumava dizer que as vezes devemos voltar ao começo para enxergar um novo fim. Achei melhor escrever um pouco  sobre essa questão como uma forma de revisitar o problema e deixar registrado para as pessoas que possam se interessar.

Em sala, passo uma série de exercícios de desenho, que exigem esforço e atenção para serem resolvidos  e um dos praticantes indagou “nós estudamos tanto e quase não temos reconhecimento”. Olhei a sala quase vazia, com muitos faltantes  e não pude deixar de pensar “realmente existe uma âncora que impede algumas pessoas de se esforçarem nos estudos”. Acredito que uma dessas âncoras é o reconhecimento do seu esforço por parte do outro. Porque me esforçar para realizar algo que não me trará qualquer reconhecimento?

O estudo é trabalhoso, toma tempo e dinheiro e para o iniciante pode ser meio chato. Longas horas resolvendo problemas que na aparência não tem importância. Mas as vezes é assim mesmo. Para ler um bom livro antes é necessário ser alfabetizado. Essa é uma ordem que não pode ser invertida. Acho que o início da prática de uma arte começa com essa alfabetização. E isso pode parecer meio chato.  Precisamos abrir mão do reconhecimento dos outros, devemos assumir uma prática sem maiores interesses, para poder usufruir do conhecimento que a prática artística nos oferece.

Não podemos nos deixar desgostar pela aridez que as vezes se apresenta no estudo da arte. Essa dificuldade é aparente e superficial. A cada investida, cada energia gasta na direção correta nos deixa mais perto de conhecer as leis gerais do belo.  Cito Léon Denis que ilustrou com perfeição essa ideia

“Pode-se comparar esse exercício mental à subida de uma montanha de aspecto áspero e escarpado, mas da qual cada depressão do terreno contém maravilhas ocultas e que, do seu cume altivo, nos faz descobrir o conjunto harmônico das coisas que se desenvolvem sob os nossos olhares“.

(Grifo meu)

Para os corajosos, aqueles que permanecem fieis à prática e ao estudo sistemática da arte, garanto que as alegrias e os prazeres intelectuais são superiores aos problemas encontrados no meio do caminho.  Quantas pessoas não desistiram de aprender a tocar piano por reconhecer  que seu sonho de ser aplaudido por uma plateia numerosa está  muito distante?  O reconhecimento pode vir ou não, mas não devemos nos limitar por isso sendo os benefícios reais muito maiores.

Para fechar quero transcrever um parágrafo do Léon Denis do livro “O espiritismo na arte”

“O espetáculo da vida universal nos mostra, por toda parte, o esforço da inteligência para conquistar e realizar o belo. Do fundo do abismo da vida, o ser aspira e sobe em direção ao infinito das concepções estéticas, à ciência divina, aos cumes eternos onde reina a beleza perfeita. O esplendor do universo revela a inteligência divina, assim como a beleza das obras de arte terrestres revela a inteligência humana”.

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