Carpas aquarela

Tamanho A3

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Leilão de minhas aquarelas

Algumas de minhas aquarelas estão em leilão. O lance pode ser dado até o dia 14 de outubro. Segue o link http://www.overleiloes.art.br/catalogo.asp?Num=1291&p=on&pesquisa=Luiz

Veja as imagens das pinturas em leilão

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Leilão de aquarela

Aquarela minha sendo leiloada na Over Leilões , até dia 25 de setembro (2014). Faça seu lance! http://www.overleiloes.art.br/peca.asp?ID=412208&ctd=11&tot=16&tipo=|29|


Lauro Monteiro

Vida e obra dedicada à brasilidade

Lauro Monteiro nasceu em Araraquara em 1956. Até os dez anos, morou no centro da cidade, em uma casa próxima ao restaurante dos pais.

            O pai, Laurentino Monteiro, nasceuem Portugal. Veio ao Brasil ainda criança, acompanhado dos avós. Instalaram-se em Araraquara no final da década de20. A mãe, Amélia Kfouri Monteiro, nasceuem Boa Esperança, filha de imigrantes sírios-libaneses, cuja família instalou-se também em Araraquara mais ou menos na mesma época da família do pai.

A família sempre esteve envolvida com o comércio, hotelaria e gastronomia. O restaurante do Monteiro, nos anos 50, ficava bem no centro de Araraquara, em frente à antiga sede social do Clube Araraquarense – hoje, Palecete da Esplanada das Rosas, onde está instalada a Secretaria da Cultura.

Era, na época, um importante “point dos anos dourados”, que reunia intelectuais, admiradores de boa gastronomia e boa música (tinha um piano bar). Ignácio de Loyola Brandão, Zé Celso Martinez Corrêa, Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir foram algumas das grandes personalidades que passaram por lá para tomar um cafezinho, comer um lanche, bater um papo. Ou seja, Lauro Monteiro sempre acompanhou o turbilhão cultural que acontecia em Araraquara até a chegada dos tempos da ditadura militar.

Em meados da década de1960, afamília mudou-se para outro bairro, onde não havia muitas residências. Esta segunda fase da infância do artista foi marcada pelas brincadeiras de rua: empinar pipa, andar de bicicleta, passeio de ônibus elétrico e muito desenho. “Eu desenhava demais. Um dia fiz uma história tipo uma HQ nos muros da minha casa”, afirma Monteiro.

Aos 14 anos, já órfão de pai e mãe, voltou a morar no centro da cidade, sob a tutela de um tio: um grande leitor da literatura portuguesa e brasileira. “As discussões e conversas nos infindáveis almoços de domingo versavam sobre os Luzíadas, Eça de Queiroz, grandes poetas, grandes temas culturais, como o cinema, que, religiosamente, frequentávamos duas vezes por semana”, relembra.

O gosto pelo desenho motivou Lauro Monteiro a participar de vários cursos livres de desenho.

A adolescência foi uma fase mais introspectiva, voltada à pintura e ao desenho, além de idas assíduas ao cinema.   Monteiro cursou a faculdade de engenharia de Araraquara. Paralelamente ao estudo, frequentou o atelier do professor Lafayete Carvalho de Toledo (ex-diretor da Escola de Belas Artes de Araraquara, extinta em 66) e teve a oportunidade de estudar História da Arte, Psicologia da Arte, Pintura e desenho.

”No início dos anos 80 comecei a mostrar meu trabalho em exposições e em outros certames artísticos. Minha primeira exposição foi na Biblioteca P.M. Mario de Andrade”, conta.

Ele participou de um trabalho contemporâneo da XVI Bienal de São Paulo, em1981, núcleo I – Arte Postal (um momento em que a Bienal democratizou a participação de artista do mundo todo, sob a curadoria de Walter Zanini). Logo em seguida, começou a dar aulas de desenho no SENAC Araraquara, e trabalhou na área de criação têxtil na fábrica da Lupo, primeiramente como assistente do Estilista Chefe. Posteriormente, assumiu a chefia do setor até 1993. “Esse trabalho na Lupo me deu possibilidades de viajar por toda a Europa e aos EUA, na pesquisa de mercado têxtil. Incluía-se nestas viagens visitas aos principais museus europeus e americanos” explica.

 

 

Na década de 80, o trabalho do artista estava diretamente ligado à arte contemporânea, com o Grupo dos 11, formado por artistas, jornalistas, atores, músicos, professores da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, em prol de um movimento pró-política-culturalem Araraquara. Monteirotambém foi diretor de teatro até 1996, coordenando o premiado grupo JATUBÁ, com peças voltadas para adultos, com obras de Nelson Rodrigues e clássicos teatrais.

Até 2000, Lauro esteve envolvido em inúmeros eventos culturais em prol da democratização da cultura e dos espaços culturais. Na década de 90, foi presidente da Associação de Produtores e  Artistas Unidos de Araraquara (APAU de ARARA, cuja ação política mudou a vida cultural de Araraquara). Também abriu seu próprio estúdio, o Varanda.

Em 2001, assumiu a Secretaria de Cultura, que se instalou nesse mesmo ano, fruto de uma conquista da classe artística de Araraquara. Em 2006, Lauro foi realizar um grande e antigo sonho: transferiu seu ateliê para Paraty (RJ).

Mulheres e afrobrasilidade 

As formas femininas sempre influenciaram Monteiro para um traço preciso e impecável. O fato de ter desenhado desde a infância e depois se especializado no desenho de moda, o levou a transferir esse conhecimento para gestos e linhas que propiciassem a ideia de força, de atitude, de aconchego. “A figura da mãe ou da mãe terra, provedora de tudo, é a representação que, pra mim, é muito intensa”, destaca.

 Temperando o Brasil

Para desenvolver a coleção Temperos do Brasil, o artista pesquisou primeiramente receitas de família, e depoisa literatura específica.

Neste universo, encontrou uma série de textos, que foram traduzidos em formas, expressões do cotidiano e cores.

“A cozinha brasileira e, sobretudo a culinária da Bahia – um dos meus focos – uma das mais conhecidas e típicas, são praticamente compostas por pratos de origem africana, diferenciados pelo tempero mais forte à base de azeite de dendê, leite de côco, gengibre e pimenta de várias qualidades”, relata.

Há ainda temperos, comidas utilizadas nas oferendas – as comidas de santo – que são feitas nos terreiros de candomblé para serem oferecidas aos Orixás; outras recheadas de afrodisíacos, seja nas cores, seja nos fortes sabores.

“As formas que me fazem criar, além da figura feminina, em suas linhas arredondadas, são as formas dos peixes, frutos do mar, as frutas e flores brasileiras”, explica Monteiro.

Quitanda Brasil

Legumes, folhas, sementes, frutas e especiarias, baseados nas cores fortes e brilhos do Brasil, dão o tom das obras. Todas essas características estão aplicadas nas telas do artista, cujo grande diferencial é uma forte tendência voltada ao design de interiores.

Para ele, suas obras são permeadas pela paixão de tudo que é brasileiro, como cultura popular, culinária, folclore, literatura, música, dança e ecologia. “Esses são os temas que estudo constantemente para desenvolver o meu trabalho”, diz.

 

Mata Atlântica

A mudança para Paraty não poderia resultar em outro trabalho. Ao morar no Parque Nacional da Serra Bocaina, onde a mata atlântica completamente preservada se encontra com a cultura, Monteiro criou o cenário inspirado para a criação da coleção Mata Atlântica, com pinturas em tela, papel e cerâmica.

“É uma visão ligeira e contemplativa da mata atlântica ao meu redor”, afirma o artista.

Na técnica de pintura em papel, as novas obras exploram temas da fauna e flora, com pinceladas e traços rápidos, sem preocupação formal e realista. Já nas peças de cerâmica, o artista desenvolve uma técnica particular na decoração da cerâmica utilitária usada em áreas externas, como vasos cachepôs para jardim vertical, entre outras.

As telas em acrílico dão a impressão de aquarela, característica marcante de Monteiro ao longo dos 40 anos de estudos e pesquisas nas artes plásticas.

 


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